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Mortes diárias por covid-19 disparam no Brasil e superam Itália e Espanha

Com recorde de 615 vítimas, Brasil só perde para Estados Unidos e Reino Unido em volume de óbitos pelo coronavírus em 24 horas

O avanço do novo coronavírus fez o Brasil atingir nesta quarta-feira, 6, o maior número de mortes registradas pela doença em 24 horas. Segundo dados do Ministério da Saúde, em apenas um dia foram 615 vítimas da covid-19. Nesta quinta, mais 610 morreram em decorrência da doença.

Em volume de mortes, o país só vem perdendo para os Estados Unidos, que ontem tiveram 1.843 vítimas, e o Reino Unido, com 649 óbitos pela infecção.

De outros países com a situação mais crítica da covid-19, como Itália e Espanha, o Brasil vem superando pelo menos desde o dia 29 de abril o volume diário de mortes registradas. Apenas no último dia 2, a Itália teve 53 vítimas a mais, como é possível observar no gráfico a seguir.

Os dados dos Estados Unidos foram excluídos para fins de comparação, uma vez que a curva de crescimento é exponencialmente maior.

Pico e volume de mortes

Hoje, o Brasil está na sétima posição dos países que mais registraram mortes até agora pela doença. A maior parte de outras regiões, porém, está em estágios mais avançados do contágio da doença.

Espanha, Estados Unidos e Reino Unido já têm mais de 60 dias desde o registro do primeiro óbito. Em comparação, o Brasil ainda está em seu 50º dia desde que registrou a primeira vítima, em 17 de março.

Nem mesmo há certezas se o país está passando pelo pico da doença, previsto inicialmente para este mês. No início da semana, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que o período mais crítico da doença será conhecido entre maio, junho e julho.

Em comparação com os outros quatro países, o Brasil ainda tem a menor taxa de óbitos pela doença, mas estudos recentes projetam um alto registro de mortes nas próximas semanas.

Previsões científicas também apontam que o número de infectados no país, hoje próximo dos 120.000, pode ser de sete a 15 vezes maior que os dados oficiais. Segundo um estudo publicado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, o Brasil pode ter de 1,3 milhão a 2 milhões de casos, no pior cenário.

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