internacionalnotícias

Irmã Dulce é canonizada pelo Papa Francisco

Irmã Dulce dormiu durante 30 anos em uma cadeira de madeira

Santa Dulce dos Pobres. É assim que Irmã Dulce passa a ser chamada após a cerimônia de canonização que a tornou santa na manhã deste domingo (13) na Praça de São Pedro, no Vaticano, lotada de fiéis.
O Vaticano considera que Santa Dulce dos Pobres é a primeira santa brasileira. Embora outras brasileiras e uma religiosa que atuou no país tenham sido canonizadas pela Igreja Católica anteriormente, irmã Dulce é a primeira mulher nascida no Brasil que teve milagres reconhecidos.

A esta cerimônia chamamos de canonização, pois o nome de Irmã Dulce terá seu nome escrito no cânon (Livro) dos Santos.

A penitência foi feita em ação de graças a Deus pela recuperação de sua irmã, Dulcinha, que, em 1955, tinha passado por uma gravidez de alto risco. A religiosa cumpriu sua promessa durante 30 anos com muita dificuldade, já que tinha um enfisema pulmonar. Em 1985, os médicos a convenceram a encerrar essa penitência – mas não foi fácil, porque a Irmã Dulce pretendia continuar fazendo o sacrifício.
Conhecida como “Anjo bom da Bahia“, a religiosa dormia um máximo de quatro horas por dia. Ela afirmava que gostaria de não precisar descansar, porque assim teria mais tempo para ajudar os pobres.

E isso que ela tinha começado a sua vida de caridade já aos 13 anos de idade, quando conheceu uma favela em Salvador, e dedicou todo o restante dos seus quase 78 anos de vida a “amar e servir”, lema da sua ação em benefício dos mais necessitados.

Com essa intenção, ela criou um “bandejão” em 1950 para dar comida aos pobres, ao que se seguiu a rede de aleitamento materno e toda a sua série de obras de caridade, para cujo sustento a própria irmã Dulce chegou a tocar acordeon e a cantar nas ruas de Salvador tentando arrecadar dinheiro.


O espírito solidário vinha de família, já que o avô e o pai participavam de instituições filantrópicas, mas, além de ajudar, a então adolescente queria também evangelizar. Ela conheceu as Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus em 1929 e tentou entrar às escondidas na congregação, mas o irmão mais novo a denunciou ao pai – que queria que ela fosse professora. A futura religiosa até chegou a estudar para fazer a vontade do pai, mas, logo que terminou o curso, aos 20 anos, conseguiu convencê-lo de que sua vocação era outra e entrou na congregação.

Foi então que a jovem Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes escolheu o nome de irmã Dulce: uma homenagem à mãe, que havia falecido quando ela tinha apenas 8 anos de idade.

Leave a Response